O Festival Náutico de Oeiras arranca já amanhã, sexta‑feira, 4 de setembro, na Marina de Oeiras, para uma edição que celebra o mar, a náutica, o património marítimo e a economia azul. Até domingo, o evento apresenta um programa amplo, pensado para famílias, entusiastas da náutica, profissionais do setor e todos os que vivem a cultura marítima.
Durante três dias, o Festival reúne feira náutica, exposições, visitas a embarcações, demonstrações, atividades desportivas e ambientais, experiências para crianças e iniciativas dedicadas às tradições marítimas. A diversidade de conteúdos reforça a ambição de transformar o evento numa referência nacional.

Um dos momentos centrais será a Conferência do Bugio – “Os Grandes Pequenos Mares”, que junta especialistas, instituições e representantes de várias áreas para debater desafios e oportunidades ligados ao mar. A agenda inclui temas como inovação tecnológica, sustentabilidade das embarcações, náutica tradicional, preservação do património marítimo, formação na construção naval e o futuro dos desportos náuticos — da vela à canoagem e às atividades subaquáticas. A sessão dedicada ao Farol do Bugio encerra com a entrega dos prémios do passatempo fotográfico “Olha o Bugio”.
A programação integra também simulacros de salvamento, desenvolvidos com a Proteção Civil e mais de uma dezena de entidades ligadas à segurança marítima, mostrando ao público a coordenação e os meios necessários para responder a emergências de grande escala.
Outro destaque é a presença da Caravela Vera Cruz, réplica fiel de uma embarcação da época dos Descobrimentos, que estará aberta a visitas durante todo o Festival. A iniciativa reforça a dimensão histórica e pedagógica do evento, aproximando o público de um dos símbolos maiores da navegação portuguesa.
A organizão já revelou que esta edição “representa mais um passo na afirmação do Festival Náutico de Oeiras como uma futura feira náutica de referência, capaz de reunir os principais players do setor, promover novas oportunidades de colaboração e aproximar empresas, instituições, profissionais e visitantes”.
Num país profundamente ligado ao oceano, o Festival pretende valorizar o mar como recurso estratégico para o futuro de Portugal — nas dimensões económica, científica, tecnológica, ambiental, desportiva e turística.
Com a Marina de Oeiras e o Tejo como cenário, o evento assume‑se como um ponto de encontro entre tradição, conhecimento, inovação e experiência, reforçando a ligação ao mar e destacando o potencial da economia do oceano.














